sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Niversariando nos States

Fiquei menos nova nesse fim de semana, agora com 24 aninhos =) Na sexta tive uma comemoração mais americana. Depois de tentar minimizar a saudade iniminizável  o dia todo no Skype com meu namorado,  saí com as meninas pra arejar, mas na hora de pegar a dona Maraiza fui recebida com cupcakes - com direito a velinhas - brigadeiro com morango e uma tiara escrito Princess que tive que usar a noite toda. Fora a minha purple coat que também ganhei de presente = D
Bem, depois de nos perdermos um pouco com o GPS anti-social que num gosta de falar chegamos ao River Deck no centro da Philadelphia. O lugar é todo aberto e tava só uns 12 graus, mas como diria minha amiga Fran, quem disse que puta sente frio? Igual no Brasil, os vestidinhos colados, puta salto, e a gente só nos casacos!

Bebemos umas cervejas, ganhei um shot – não, não morri, foi uma dose mesmo, não um tiro. Aqui se você usa uma tiara na balada ou é despedida de solteiro ou é aniversário.  Duas voltaram capotadas, a outra mijando nas calças e a nossa guerreira Lilian já sem co-piloto nos entregou sãs e salvas.

A outra comemoração foi com a família. Me levaram num rodízio de comida brasileira. Gente, sem brincadeira, comi até bater a lezera, ainda mais com duas taças de vinho, fora os doces de sobremesa, aproveitei que a desculpa que ninguém conhecia os doces e pedi um pouco de cada. No final até  parabéns à você em português =^.^=  Só num ficou melhor porque esqueci de levar a marmita =P 

O pessoal adorou a comida, já até fizeram compras pra eu continuar fazendo nosso ranguinho, bom, meu estômago agradece! Hoje até comprei farofa e pão de queijo.

Agradeço a Deus por colocarem pessoas maravilhosas no meu caminho, por me ajudar a passar de uma forma mais tranqüila essa data longe da minha família.
Bjão!

Comendo meu presente: Kit Kat!

Maraíza, eu, Fran e Lílian

Dá um look no meu cartão

 Pior que é verdade...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Intensidade

Desde que cheguei aqui percebi que a minha maneira de sentir e absorver as coisas começaram a mudar - putz jura? - É, eu sei, mas a questão agora não é bem o sentimento, e sim a intensidade.
Hoje eu acho que entendo aquele lance de big brother em 1 mês tratar todo mundo como amigo de infância. A gente sai da nossa zona de conforto - mais conhecida como mundo real - e vem viver um sonho, que aqui anda de mãos dadas com a tal da intensidade.
Me apeguei aos pequenos, realmente amo a minha kid, adoro a minha host family que sempre faz de tudo pra me fazer sentir parte da familia. A gente senta e conversa durante a janta como se nos conhecemos à anos. Fora o fato de morar na casa de quem você nem sabia que existia há uns meses atrás.
Essa coisa de big brother também acontece em relação as outras aupais, com quem rimos e choramos, afinal só sendo uma aupair pra entender como realmente a gente se sente, mesmo que cada uma no seu tempo ou modo.
Hoje uma barra de chocolate já faz a gente ganhar o dia, ou simplesmente uma volta no shopping.
Por outro lado, coisas que nunca me importaria no Brasil hoje me incomodam, como a atitude de algumas pessoas com quem nem me importo tanto assim.
A saudade também tem um peso grande, a dor é muito mais dolorida - num sei se dá pra entender - o choro é num sentimento. E pra dar um up nisso tudo o que a gente faz? Vai pra taverna dos cabeça branca ou se acaba no chocolate mesmo, o que tiver mais fácil =P
Resumindo: Não importa se o sentimento é de amor ou ódio, yin ou yang, aqui ele fica elevado à décima potência, aí é que temos que nos mostrar todo o auto-controle pra segurar nossos leões - e soltar na hora certa ;)
Bjão!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

E quando seu kid fica pior que o macaco loco virado no Jiraya???

Pois é, hoje foi um dia daqueles, dia que muitas aupairs tem quase todos os dias =/
Hoje meu kid acordou virado no Jiraya, num sei se é a crise existencial dos seus cinco anos, mas logo vi que o dia não ia ser fácil depois da cena de sapateado e dança de pano de chão só porque o sapato que ele queria  ir pra escola estava sujo de lama. Quando vi a cena já me veio meu pai na mente só dando aquela olhada e dizendo  "Põe o outro sapato logo menina e vamo pra escola, ou você vai chorar com gosto!" hahahahahahahaha =P Agora você pensa que a mãe fez algo parecido? Ela super atrasada até tentou lavar o sapato, se ofereceu pra pegar uma outra roupa que combinasse com o novo tênis, e o menino esperneando.... Coitada, ela é gente boa e geralmente dá umas duras nele, mas tem horas... num sei se é aquela coisa de que mãe é mãe, mas como não sou mãe num vou saber.
Na hora de ir buscar na escola ele me pediu pra comer pretzel com o amiguinho e lá fomos nós, mas pensa na hora de ir embora, ele grudou no amigo que num queria nada com ele, e meu kid queria porque queria que o outro desse atenção pra ele, mas eu acho que ninguém quer um menino chato gritando na sua orelha pra brincar com você, né?
Só sei que pra sair daquela situação chata disse que era hora de ir, aí que começou o samba do crioulo doido! Começou a gritar, dizer que num ia, num ia, chorar, esperniar, num tinha conversa que desse jeito, só sei que peguei ele no colo, a menor veio atras em tempo de cair da escada. Pensa que ele ficou quieto? Começou a me apertar, bater, meus braços ficaram até vermelhos. Enfiei ele no carro e dei uma puta dura nele - se fosse minha irmã tenho certeza que já tinha dado umas palmadas! - Ele foi chorando a metade do caminho e a outra metade tentando falar comigo, já que o ignorei até a hora da mãe chegar. 
Depois de saber o que aconteceu ela ficou muito chateada, dava pra ver nos olhos o desapontamento, porque ela sabe que quando isso acontece o menino se transforma, fica quase incontrolável. Só sei que depois duma mega conversa ela deu um monte de castigo e disse que ainda vai conversar com o pai pra ver o que mais ele vai receber como punição.
Agora eu penso, será que as crianças que eu convivi era assim e eu não percebia? As crianças brasileiras são danadas, mas não me parecem tão chatas como as daqui. As nossas são animadas, divertidas, dinâmicas. As daqui num guentam fazer nenhuma atividade, se entediam fácil, as brasileiras se deixar ficam o dia todo correndo na rua e se deixar nem entra pra jantar. As crianças americanas também são na maioria das vezes mimadas, mas por outro lado são bem espertas.
Depois desse dia cansativo que esgotou minha paciência - que não é muita - só me restou me acabar no chocolate - foda-se a gastrite - já que nem com a minha família no Brasil consegui falar por causa da merda da internet. Já tô até vendo essa porcaria ficar sem funcionar di novo só porque meu aniversário tá aí.

PS: Mas mesmo assim agradeço pela host family que tenho, num deixo qualquer pirralho estragar não, é só respirar e descançar com a esperança de um novo dia mais calmo -, já que vida de aupair é assim mesmo, um dia de cada vez - totalmente imprevisível.
Bjão!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Fim de semana - baseball e happy b-day americano

Pois bem, o último fim de semana foi feriado do Labor Day o mesmo do Brazilian Day, ou seja, todo mundo zarpou pra Nova Iorque que fica há duas horas daqui. Eu estava escalada pra trabalhar, então comecei o dia preguiçoso na cama matutando o que ia fazer sozinha por aqui, quando vi já era quase meio dia e aí meu host me lembrou que ia ter jogo de baseball pra comemorar o aniversário de 5 anos do Sam. Lá fomos nós e os 8 avós - isso mesmo, 8 avós que eram 4 mas se separaram e casaram de novo totalizando 8 - pro estádio Campbell's Field do time de 2 base de NewJersey, os Riversharks.
O jogo em si é meio parado e mesmo com a familia toda tentanto me explicar num via sentido naquele bando de homem parado no campo, tô acostumada com o corre corre do futebol, deve ser por isso que os jogadores são meio barrigudos! Num guentariam 15 minutos correndo. Só sei que no meio do jogo uma bola foi pra fora do campo e quicou do outro lado da arquibancada e caiu meio metro de onde estava sentada, num deu outra, peguei pra mim! Na verdade dei pro meu kid de aniversário e ele amou! Pra completar o dia típico americano, comemos cachorro quente que nada mais é que um enroladinho de salsicha, sem molho, batata-palha e tudo o mais - ou tudo menos =P
No domingão as comemorações continuaram, foi a festinha mesmo. A primeira diferença é que começou às 10h30 da manhã. Eles alugaram um espaço num corpo de bombeiro voluntario e fizeram tudo nesse tema, o que se resumia em uns 4 balões, copos e pratos temáticos e o bolo. Música? cri cri... Tudo bem cronometrado tiveram a hora de espetar o burro - nesse caso colocar o adesivo no cachorro - depois foi a hora de ver os equipamentos, como as roupas que os bombeiros usam e depois a hora que a criançada pirou, dar uma volta no caminhão dos bombeiros!
Voltando pra festa a comida já tinha chegado, caixas e caixas de pizza, alguns poucos litros de pepsi e suco de caixinha individual para as crianças. Olha a praticidade aí gente!
Logo depois foi a hora do parabéns, mas sem os pais e parentes em volta pra tirar foto, apenas a criança. 
Sei que uma hora da tarde já tínhamos limpado o lugar e estávamos voltando pra casa. 
Num tem a mesma graça das nossas festas, nunca mesmo, mas o povo é organizado, mesmo com um bando de criança o lugar continuou praticamente limpo, e se eles se divertem assim, bom pra eles, mas num troco minha churrascada e brigadeiro pra nada!
Bjão!

baseball stadium - new jersey - campbels field

sábado, 3 de setembro de 2011

Tapa no visu em Philly

Nossa, que título mais velhístico, mas tá valendo! A questão é a seguinte tô decepcionada com as roupinhas que tenho encontrado por aqui. Tudo bem que nunca fui fã de compras, mas às vezes a gente precisa! Fui no shopping onde tem as lojas com preço bem em conta, tipo de departamento, como a H&M, Forever 21, Old Navy, Target, etc. As roupas são baratas, você encontra calça de 10 dólares, blusa por 4 dólares, sapato por 15, mas ou é muito periguete misturando cores com listras e estampas, num tem uma harmonia, sabe?
Os sapatos ou sao de velha, todos nos tons pastéis - o marrom é campeão - ou é de salto quinze pra cima com oncinha ou purpurina. Em relação aos tênis tem mais modelos esportivos, tanto Nike como Puma ou Adidas, os modelos botinhas não são fáceis de achar. All-star são só os modelos básicos, de pano ou couro.
As outras lojas que já vendem coisas de marca como a Target, Macys e Bloomingdales não são caras, é o preço que pagamos por uma roupa de qualidade no Brasil, mas logo se vê que os tecidos não são tão bons, e quando se acha algo mais ou menos aí sim é caro, então não compensa pagar caro por algo mais ou menos.
Ô saudade de ir no Bom Retiro e não saber o que levar de tanta coisa boa e bonita! O jeito agora é esperar pra quando for pra NY, a loja da Roxy lá é tudo! Num é tão modelo surfista como no Brasil, fora que uma jaqueta jeans é 30 dólares!
Agora fiquei curiosa pra saber se isso é só por aqui, ou nos outros estados também. Pra quem já estiver por aqui e tiver um bom lugar pra indicar tô aceitando. Bjão!


Shopping King of Prussia