Desde que cheguei aqui percebi que a minha maneira de sentir e absorver as coisas começaram a mudar - putz jura? - É, eu sei, mas a questão agora não é bem o sentimento, e sim a intensidade.
Hoje eu acho que entendo aquele lance de big brother em 1 mês tratar todo mundo como amigo de infância. A gente sai da nossa zona de conforto - mais conhecida como mundo real - e vem viver um sonho, que aqui anda de mãos dadas com a tal da intensidade.
Me apeguei aos pequenos, realmente amo a minha kid, adoro a minha host family que sempre faz de tudo pra me fazer sentir parte da familia. A gente senta e conversa durante a janta como se nos conhecemos à anos. Fora o fato de morar na casa de quem você nem sabia que existia há uns meses atrás.
Essa coisa de big brother também acontece em relação as outras aupais, com quem rimos e choramos, afinal só sendo uma aupair pra entender como realmente a gente se sente, mesmo que cada uma no seu tempo ou modo.
Hoje uma barra de chocolate já faz a gente ganhar o dia, ou simplesmente uma volta no shopping.
Por outro lado, coisas que nunca me importaria no Brasil hoje me incomodam, como a atitude de algumas pessoas com quem nem me importo tanto assim.
A saudade também tem um peso grande, a dor é muito mais dolorida - num sei se dá pra entender - o choro é num sentimento. E pra dar um up nisso tudo o que a gente faz? Vai pra taverna dos cabeça branca ou se acaba no chocolate mesmo, o que tiver mais fácil =P
Resumindo: Não importa se o sentimento é de amor ou ódio, yin ou yang, aqui ele fica elevado à décima potência, aí é que temos que nos mostrar todo o auto-controle pra segurar nossos leões - e soltar na hora certa ;)
Bjão!

2 comentários:
Imagino mesmo como deve ser os sentimentos a flor da pele..quando mudei de cidade para morar sozinha, ja me sentia assim, agora imagina morar em outro Pais...aff...espero lidar um pouco melhor ja com isso...
E quanto as amizades, espero nao criar expectativas...ir com calma...vamos ver no que vai dar, mas como disse, au pair nao ira faltar...rsrs
bjks
Mas é engraçado o tanto de coisas que aprendemos na intensidade, porque podemos simplemsnte perguntar quem de nós é a verdadeira, a pessoa do conforto, ou a pessoa que na marra aprende a administrar seus conflitos?
Acho que é uma experiência dolorosa, mas que pelos relatos vale a pena e nos faz crescer.
Amei o post!! :)
e força em tds moments!
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